A Semana Go - Edição Nº 193
Nesta edição, o tema é a IA e o futuro do Go. Além disso: instrumentação automática com OpenTelemetry sem tocar no código, testes de integração em YAML, um framework de GUI nativo para desktop, HTMX com Go na prática e um API Gateway feito para ambientes edge e IoT.
Links
ovh/venom — Testes de integração gerenciados como código
Ferramenta que permite escrever e executar testes de integração em YAML, com executores prontos para HTTP, gRPC, SQL, Kafka, Redis, SSH, etc. Os testes ficam no repositório junto com o código, participam de code reviews e geram relatórios xUnit — uma alternativa madura para quem quer testes de integração tratados com o mesmo cuidado que o código de produção.
Shirei — Framework GUI nativa para Go
Framework de interface gráfica em modo imediato (immediate-mode) que produz aplicações desktop nativas — não páginas web — com layout flexbox, suporte robusto a texto e zero boilerplate. Ainda em desenvolvimento, mas já tem exemplos funcionais, como um buscador de arquivos, um monitor de processos e um visualizador de pprof.
Announcing v1 of OpenTelemetry Go Compile-Time Instrumentation
A grande novidade do ecossistema de observabilidade: agora é possível adicionar OpenTelemetry a um serviço Go sem alterar uma linha de código — basta substituir go build por otelc go build. A instrumentação é injetada em tempo de compilação, cobrindo net/http, database/sql, gRPC, Redis e métricas do runtime. Uma mudança de jogo para platform engineers que precisam instrumentar serviços em toda a organização.
Alex Edwards (autor de “Let’s Go”) mostra em detalhe uma estrutura usando templates HTML que serve partials para requisições HTMX, gerencia redirects, trata erros e configura o comportamento do histórico do browser — tudo do lado do Go. Um guia prático e opinativo que vai além do básico.
My thoughts on the future of Go in the AI era
Alex Pliutau defende que Go é uma das linguagens que melhor se adaptam à era de agentes de IA — não pelo hype, mas pelas características que já tornam Go Go: compilação rápida, formatação padronizada, erros explícitos, promessa de compatibilidade e sintaxe intencionalmente sem magia. Uma perspectiva mais pessoal e menos técnica do que a do artigo similar da semana passada, vale comparar.
gonk — API Gateway edge-native para Go
Gateway de API em um único binário, pensado para ambientes industriais e IoT, onde Kubernetes e control planes na nuvem não são uma opção. Suporta JWT, API keys, mTLS, RBAC, load balancing e métricas do Prometheus — tudo configurado via YAML, sem banco de dados.
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